RECURSOS DE ENSINO

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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Incentivo à Leitura e apropriação da escrita

SUGESTÕES DE ESTRATÉGIAS PARA O INCENTIVO À LEITURA E A APROPRIAÇÃO DA ESCRITA



                                                                                  Profª Maria Simões de Brito

O ensino da língua escrita, desde a fase inicial e no decorrer de toda a Educação Básica, deve contemplar a oralidade, a leitura e a escrita. Com a finalidade de incentivar o desenvolvimento dessas habilidades nos alunos, nessa área do conhecimento, apresentaremos sugestões de algumas estratégias de ensino que poderão ser desenvolvidas nas turmas iniciais do Ensino Fundamental e também na disciplina de Metodologia do Ensino de Português e Alfabetização em Cursos de Formação de Professores, desse nível de escolarização. As estratégias a seguir, estão sendo desenvolvidas  junto aos alunos do 3º ano do Curso de Formação de Docentes, no Instituto de Educação Estadual de Maringá, na disciplina de Metodologia do Ensino de Português e Alfabetização. As sugestões que seguem podem também serem desenvolvidas em turmas do 3º ao 5º ano, conforme os objetivos do  professor.

Texto escolhido: “A curiosidade premiada” da autora Fernanda Lopes de Almeida, editado pela Ática.

Encaminhamento 1: 

  • Apresentação do livro e leitura do texto pelo (a) professor (a), seguidas da discussão da história.
  • Organização da turma em 5 grupos.
  • Cada grupo tem 15’ para imaginar, discutir e registrar as características físicas e psicológicas da personagem a ele atribuída pelo professor:
- grupo 1: Glorinha
- grupo 2: D. Domingas
- grupo 3: mãe de Glorinha
- grupo 4: professora de Glorinha
- grupo 5: cozinheira da família  

  • A seguir cada grupo apresenta oralmente o que registrou sobre a caracterização da personagem.
Encaminhamento 2 

  • Ainda em grupos, os alunos escrevem uma carta coletiva, imaginária, à personagem caracterizada. Concluída a tarefa, cada grupo apresenta oralmente a carta que escreveu.
  • Após a tarefa realizada, foram selecionadas as produções de 2 grupos com a finalidade de ensinar às professorandas, como poderão intervir nas produções das crianças, destacando as características desse gênero de escrita, reestruturando e⁄ou ampliando o texto, coletivamente, de acordo com as produções apresentadas pelos alunos. 
A seguir destacaremos os resultados dos trabalhos apresentados por 2 grupos: 

Grupo 2:
Personagem: D. domingas

Características físicas:

60 anos de idade, acima do peso, olhos castanhos, cabelos crespos e castanhos, bem vestida, usa óculos.

Características psicológicas: observadora, paciente, atenciosa, educada, prestativa, carinhosa, inteligente e zelosa.

Carta produzida pelo grupo sem correção:
Cara Domingas

É com grande estima que vimos através desta parabenizá-la pelo seu empenho de aconselhar a família de Glorinha a esclarecer melhor suas dúvidas.

(não escreveram seus nomes encerrando a carta)

Grupo 5:
Personagem: Cozinheira da família

Características físicas: Rechonchuda, cabelos grisalhos, usa lenço na cabeça, usava avental de bolinhas, canta enquanto cozinha.

Características psicológicas: impaciente, agitada, amorosa. 

Carta produzida pelo grupo sem correção: 

Maringá, 31 de agosto de 2011.

 Saudações

 Olá D. Cotinha tudo bom com a senhora?
 E aí anda fazendo muitos quitutes?
 Ficamos sabendo sobre as mudanças em relação à Glorinha, isso é muito bom! Conta aí qual foi o segredo de você permitir a entrada dela na sua cozinha, Soube que até feijão ela anda fazendo, achei sua atitude muito legal. Continue assim nos surpreendendo, um grande abraço, lembranças à família. Aguardo anciosa por notícias.

Deus abençoe.

Beijos

Simone, Celina, Bernardina, Silvana, Marfiza.

Observação:

Na próxima oportunidade estaremos publicando os encaminhamentos realizados nas aulas subsequentes, com a finalidade de demonstrar algumas possibilidades de contribuir para a melhoria da escrita dos alunos recorrendo-se ao exercício da ampliação ou reestruturação dos textos produzidos pelos alunos, anteriormente demonstrados.

Essas estratégias, além de ensinar aos alunos do curso, encaminhamentos que poderão utilizar no ensino da língua escrita, nas séries iniciais do Ensino Fundamental, certamente contribuirão para a melhoria de sua própria escrita.

ATENÇÃO:

Caso algum colega utilize essas dicas em suas aulas, por gentileza, nos comunique os resultados do seu trabalho, com as devida identificação por e-mail, (nome do professor, local, escola, curso, turma e disciplina) que teremos o maior prazer em publicar em nosso blog, seus resultados, caso seja o seu desejo e se você nos autorizar.

Obrigada

Maria Simões de Brito

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Atividades que contribui para o desenvolvimento da motricidade dos alunos na faixa etária de 6 a 8 anos

Pega-pega americano, mãe da rua e fugi-fugi

Marcelo Jabu* Nova Escola

Introdução
Dentro do universo de jogos e brincadeiras infantis, os jogos de corrida e perseguição constituem um segmento muito importante para o desenvolvimento da motricidade e também uma modalidade de atividade lúdica muito apreciada pelas crianças dessa faixa etária (6 a 8 anos).

Os três jogos propostos aqui mobilizam as habilidades de perseguir e fugir, em três contextos com características diferenciadas, a saber:
•No pega-pega americano, a trajetória de corrida de pegador e fugitivos é multi-direcional, ou seja, os deslocamentos acontecem em todas as direções possíveis.
•No mãe da rua, a trajetória do pegador é multi-direcional, mas as trajetórias dos fugitivos acontecem apenas em um sentido, de uma calçada para a outra.
•No fugi-fugi, a trajetória de corrida de pegador e fugitivos ocorre no mesmo sentido, mudando apenas a direção.

A realização desse tipo de atividade se justifica também pelas restrições de utilização do espaço impostas às crianças de hoje, principalmente para aquelas que moram em zonas urbanas.

Objetivos
•Reconhecer a existência de regras nos jogos vivenciados.
•Obedecer as regras com o auxílio do professor.
•Explicar as regras dos jogos verbalmente para outras pessoas.
•Realizar os movimentos básicos de correr, desviar, frear e equilibrar-se.

Conteúdos específicos
•Jogos de corrida e perseguição.
•habilidades motoras de correr, desviar, frear, equilibrar, além de capacidades físicas de velocidade, flexibilidade e resistência.

Ano
1º ao 3º ano
Tempo Estimado

Seis aulas de 40 minutos, subdivididos em 10 minutos para a roda de conversa inicial, 20 minutos para a vivência do jogo e os últimos 10 minutos para roda de conversa.

Material necessário
•Espaço físico plano e desimpedido (quadra, pátio, rua, praia ou similar).
•Lousa e giz.

Desenvolvimento das atividades
Em todas as aulas, inicie o encontro mostrando aos alunos como o jogo vai se desenvolver. Desenhe um diagrama simples na lousa, mostrando os limites de espaço a serem utilizados e o posicionamento das crianças. É interessante dar referências do espaço e representar os tipos de movimentos possíveis na atividade. Explique também as regras.

A seqüência didática está organizada em três conjuntos de duas aulas. Cada um dos jogos é vivenciado numa primeira aula e repetido na aula seguinte, visando a apropriação das regras e dos movimentos básicos por todo o grupo.

1ª e 2ª aulas
Pega-pega americano
Regras
Um jogador é escolhido como pegador, e os demais fogem dentro dos limites estabelecidos previamente. Quando um jogador é pego, ele deve ficar parado no lugar em que foi pego até ser salvo por algum outro jogador.

Para salvar um colega pego, o jogador deve agachar e engatinhar por entre as pernas desse jogador. É importante esclarecer que nenhum jogador pode ser pego pelo pegador enquanto estiver salvando algum colega.

O vencedor do jogo é aquele pegador que conseguir imobilizar todos os fugitivos, numa mesma rodada.

Atenção: é importante orientar os alunos sobre a forma segura de pegar os fugitivos, utilizando apenas o toque de mão em alguma parte do corpo do colega, evitando tocar a região do rosto e dos cabelos ou agarrar e segurar os jogadores fugitivos, o que poderá causar acidentes.

Periodicamente, interrompa a partida e torque o pegador, para garantir que ao longo das duas aulas todos os alunos passem pelas funções básicas do jogo: pegador e fugitivo/salvador.

3ª e 4ª aulas
Mãe da Rua
Regras
O espaço em que será realizado é delimitado por duas linhas paralelas com a distância de mais ou menos 8 metros entre elas, simulando o espaço de uma rua com duas calçadas.

As crianças se posicionam atrás de uma das linhas e ficam voltadas na direção do espaço entre elas. Um jogador é escolhido como pegador e se posiciona no centro do espaço de jogo.

O desafio para os fugitivos é atravessar o campo de jogo entre uma calçada e outra sem ser tocado pelo pegador, caso isso aconteça o jogador pego assume essa função, e o pegador passa a ser fugitivo.

Você pode propor uma regra que torna o jogo mais desafiante para todos os participantes: os jogadores fugitivos que deixarem uma das calçadas em direção ao campo não podem mais retornar para a calçada de onde saíram, tendo que tentar a travessia do campo.

Essa regra é um pouco difícil de ser seguida de pronto por crianças dessa idade pois envolve um controle corporal e uma leitura das velocidades e das distâncias entre os jogadores que é um pouco complexa. No entanto, é justamente a construção dessas noções de distância e velocidade o objeto principal de aprendizagem que o jogo promove nos jogadores.

Um desdobramento do grau de complexidade do jogo pode ser proposto na segunda aula de vivência do jogo, com a alteração de um detalhe da regra: o jogador que é pego se transforma em pegador, mas quem o pegou continua exercendo essa função, ou seja, a cada jogador pego aumenta o número de pegadores. Conseqüentemente, o espaço de fuga vai se tornando cada vez menor e o desafio para os fugitivos vai se tornando cada vez mais complexo.

Também aqui, cuide para que todos os jogadores possam vivenciar as funções de pegador e de fugitivo.

5ª e 6ª aulas
Fugi-fugi
O espaço para o jogo é delimitado num retângulo de 15 x 10 metros, aproximadamente. Essa medida pode variar um pouco em função do número de alunos e do espaço físico disponível. Se no início da atividade o educador perceber que o espaço está muito congestionado ou que os jogadores estão ficando muito distantes entre si, faça um ajuste nas medidas.

Um jogador é escolhido pegador e se posiciona atrás de uma das linhas do lado menor do retângulo. Os demais jogadores (os fugitivos) se posicionam atrás da linha, do lado oposto do campo onde está o pegador.

O desafio dos fugitivos é atravessar correndo o campo de jogo sem serem pegos, até a extremidade oposta do campo, a cada rodada. No início de cada rodada, o pegador, de sua posição inicial, grita a todos: "Lá vou eu!!!" Ao que os fugitivos respondem em coro: "Fugi-fugi!!!" e imediatamente partem para a travessia do campo de jogo.

Também aqui, ao jogador que entra no campo não é mais permitido voltar para trás da linha de fundo. Os jogadores que forem pegos se transformam em pegadores fixos, na posição do campo em que foram pegos, tornando-se auxiliares do pegador principal.

A cada rodada, repetem-se os avisos de "Lá vou eu!" e "Fugi-fugi!" antes de cada período de fuga e perseguição. Ao longo da partida, o espaço vai sendo ocupado por um número maior de pegadores fixos, e é declarado vencedor o jogador que conseguir se manter ileso até a rodada final.

Fique atento para o caso de um pegador escolhido não conseguir realizar seu propósito, tornando o jogo desinteressante para si e para o grupo. Nesse caso, escolha um segundo pegador para auxiliar o pegador principal.

Avaliação
Ao final de cada aula, reúna os estudantes numa roda de conversa para vocês avaliarem juntos os avanços conquistados e as dificuldades que foram enfrentadas durante a vivência dos jogos. Embora exista a possibilidade de um vencedor final, é pouco provável que isso ocorra nessa faixa etária. Atenção: saber quem foram os vencedores também é pouco eficiente, uma vez que a sensação mais efetiva é vivida pela criança a cada êxito alcançado no ato de conseguir pegar ou conseguir escapar.

* Marcelo Jabu é professor de educação física.
Fonte: http://educacao.uol.com.br/planos-aula/ult3900u370.jhtm

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Como fazer uma boneca de fuxico de tecido e chaveiro


Parte 1 



Parte 2



Parte 3



Parte 4



Parte 5



Parte 6



Parte 7



Parte 8



Parte 9

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Sugestão para a primeira aula do ano letivo


Público alvo: Turmas de 5ª a 8ª séries do Ensino Fundamental ou Ensino Médio.

Materiais:
  • Caixas de formas e tamanhos diversificados;
  • Papel sulfite;
  • Lápis grafite;
  • Lápis de cor ou giz de cera.
Objetivos:

Avaliar a importância do respeito às diferenças individuais para uma boa convivência entre os colegas, educadores, respeitando-se mutuamente.

Procedimentos:
  1. Dispor algumas caixas de diferentes formas e proporções sobre a mesa do professor e organizar os alunos em carteiras enfileiradas; 
  2. Oferecer a cada aluno uma folha de papel sulfite; 
  3. Solicitar que observem as caixas sobre a mesa e as representem através de desenhos na folha de sulfite (fica mais interessante se colorirem os desenhos); 
  4. Com os desenhos feitos pelos alunos, compor um painel colando as folhas em um único papel ou expô-los em varal; 
  5. Reorganizar os alunos em círculo para facilitar a apreciação dos desenhos e a discussão; 
  6. Os alunos sairão de seus lugares para apreciarem os desenhos;
  7. Quando todos retornarem aos seus lugares, solicitar que espontaneamente cada um relate o que observou. É interessante o professor destacar pontos dos desenhos que os alunos não observaram como: as cores utilizadas, tonalidade e intensidade das cores, perspectivas... 
  8. Discutir os pontos levantados pelos alunos destacando que, apesar de o objeto da tarefa ser o mesmo para todos, cada um desenhou de acordo com sua própria perspectiva. A seguir, estabelecer um paralelo entre as diferenças observadas na representação dos desenhos e os diferentes modos de ser de cada pessoa, bem como a necessidade que todos têm de respeitar e ser respeitado em sua individualidade. Cada um tem o seu modo de ser, de pensar, de valorizar as coisas, de falar, de sentir, de se vestir, enfim, embora sejamos seres igualmente humanos, ao mesmo tempo somos diferentes uns dos outros em vários aspectos. Enquanto uns apreciam dias chuvosos, por exemplo, outros preferem dias ensolarados. Uns gostam de azul, outros de amarelo. E assim por diante.
Ninguém é melhor ou pior por ser deste ou daquele jeito.